sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Porque a organização educacional produz impacto e conseqüências no seu entorno social?

Porque a organização educacional produz impacto e conseqüências no seu entorno social?


Júlio Souza Lima[1]


Resumo

Neste breve texto apresenta algumas reflexões acerca da organização educacional, visando detectar possíveis conseqüências que poderá trazer para o entorno social da unidade escolar, mediante o planejamento educacional que poderá construir caminhos com a participação de processos educacionais e a sua gestão educacional voltada para o bem-estar da comunidade do seu entorno social e, da sociedade em geral.

Palavras chave: Organização educacional, planejamento educacional e gestão educacional.

A organização educacional pode produzir reflexos no comportamento das pessoas, visto que o comportamento das pessoas é pré-determinada inatamente, as pessoas, quando agem no seu dia-a-dia, não se repetem: são originais, diferentes. Assim para que as crianças se tornem autônomas, livres, responsáveis e emancipadas, elas precisam se apropriar ou incorporar a cultura da comunidade onde vivem e, ao mesmo tempo, desenvolver condições pessoais e subjetivas para intervir originalmente no mundo, na construção da história, na melhoria das condições de vida. Nesse contexto, a unidade escolar precisa buscar as formas numa sociedade que é preponderantemente de exclusão.
Nesta perspectiva o planejamento educacional é de fundamental importância para atender os anseios desta sociedade, que de acordo com Maria Adélia ( 2002) “ O ato de planejar faz parte da história do ser humano, pois o desejo de transformar sonhos em realidade objetiva é uma preocupação marcante de toda pessoa.” Logo se o planejamento é um  processo de equilíbrio entre uma organização e sua sociedade para obter o melhor resultado possível, é necessário que o faça com eficácia e com ações afirmativas, no sentido de reduzir as desigualdades sociais e com mais equidade social para a comunidade que está  inserida no contexto da unidade escolar, convivendo à realidade do seu entorno social, que de acordo com Elisângela Alves ( 2007, p.332)  “De forma mais ampla, pode caracterizar planejamento como uma atividade humana presente no cotidiano de todos os indivíduos, pela qual estes estabelecem objetivos a serem atingidos e formulam as estratégias de ação para alcança-los.”
Por conseguinte, uma outra premissa de vital importância é a gestão, que de acordo com Ivan Novaes (2007, p. 4).

A adoção de medidas destinadas a promover a democratização e a descentralização no âmbito das organizações educacionais vem afetando os profissionais que atuam de forma direta ou indireta a estes ambientes. Isso representa dizer que não se resume ação exclusiva das organizações educacionais do Estado mas, também, o envolvimento desses profissionais.


É o compartilhamento da gestão na unidade escolar, distribuída entre todos os segmentos envolvidos, que vai caracterizar uma gestão intensamente participativa, capaz de “olhar” e atender as necessidades dos alunos no processo de ensino aprendizagem mais amplo: aquele que além de construir conhecimentos também prepara para a vida pessoal e profissional e para o exercício da ética e cidadania.
Uma gestão educacional só terá bons resultados onde os objetivos é buscado pela divisão de tarefas e integração de idéias e ações, de forma a solidificar um grande compromisso com as famílias e comunidade envolvidas. O compartilhamento de um propósito comum entre unidade escolar, família e comunidade que dará possibilidade de uma vida melhor para todos, independente de condição social, econômica, raça, religião e sexo.
Essas complexas razões, que envolvem conceitos de cidadania e participação, colocam na ordem do dia, e muito mais do que uma meta a ser atingida por força constitucional, torna a questão obrigatória para que a unidade escolar e sociedade, num esforço conjunto, superem as dificuldades na educação de crianças e adolescentes, como parceiros que se completam. Onde poderá haver possibilidades de rendimentos escolares melhores, com a redução da evasão escolar, aumentando a auto-estima dos discentes e da sua comunidade, por que iram se sentirem co-responsáveis e/ou responsáveis pela melhoria da qualidade do ensino e o controle social da unidade escolar, com a perspectiva de uma melhor equidade social para sua comunidade.
Os resultados dessas ações podem revelar índices altamente positivos e que, principalmente, eles precisam ser mantidos, transformados e multiplicados em formas habituais e cotidianas de parcerias em prol da educação de qualidade e equidade social.
Referência:

BAFFI, Maria Adelia Teixeira. O planejamento em educação: revisando conceitos para mudar concepções e práticas. In: BELLO, José Luiz de Paiva. Pedagogia em Foco, Petrópolis, 2002. Disponível em: <http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/fundam02.htm.>
Acesso em:
NOVAES, Ivan Luiz. Gestão Educacional no Contexto de um Plano de Educação, in Cadernos IAT, v. 01, nº 01, p. 4-14, Salvador, dez. 2007.
SCAFF, Elisângela Alves da Silva. Cooperação internacional para o planejamento da educação brasileira: Aspectos teóricos e históricos. In: Estudos – RBEP, R. bras. Est. pedag., Brasília, v. 88, n. 219, p. 331-344, maio/ago. 2007.


[1] Mestrando em Políticas públicas, Gestão do Conhecimento e Desenvolvimento Regional, pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB).

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